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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Day Three - Part Two - "Life is like the garden"

E Shylock (os franceses) foi uma grande surpresa! Podem ouvi-los aqui. Fiquei com vontade de comprar os álbuns (são só dois, tiveram uma vida curta) mas eles não os tinham trazido... Os tipos não tocavam ao vivo há mais de 30 anos, e a reunião foi no GAR! Rock progressivo sinfónico com grande personalidade (sim, eu não sei falar de música). Podem ouvir esta entrevista com o Frédéric L'Epée no País Relativo.



Depois de Shylock, encontrámos o Dave Cousins ao pé do hotel e fomos falar com ele. O P. disse-lhe que quando me estava a "cortejar" me enviava músicas dos Strawbs e, claro, o Dave respondeu: "And she's still with you?!"


Mais tarde, durante o concerto deles, quando ele disse que havia pessoas que lhe diziam "We married to one of your songs" pensei que ele fosse falar nesse episódio connosco, mas não falou...

But first things first, antes de Strawbs houve ainda oportunidade para ouvir Patrizio Fariselli, uma espécie de urso grande mas carinhoso, um pianista carismático e com algum sentido de humor. Não foi de grandes emoções, mas foi muito agradável.

E, por fim (nós não vimos Focus porque já tínhamos visto em 2009 e já ficava tarde para voltar para Lisboa), os Strawbs. Foi espectacular! O ambiente era de misterioso e "eery", e o Dave Cousins foi contando a viagem da banda, com ar de contador de histórias, com ajuda das várias canções. A certa altura referiu-se à Poor Jimmy Wilson e eu fiquei toda contente a pensar que a iam tocar, mas não - era uma referência a um episódio que se passou num programa da BBC (?) em que eles estavam a tocar a música e o David Bowie estava a fazer a mímica em underpants (??), mas que pelos vistos foi destruído pela própria BBC (???). Se alguém encontrar o vídeo, avise! Mas tocaram a The Man Who Called Himself Jesus e a The Hangman and The Papist, entre outras. O Dave Lambert é um grande, grande, guitarrista! Que potência! E a voz do Dave Cousins arrepia às vezes, como na The Hangman and The Papist, quando o miúdo que vai ser o hangman descobre que tem de executar o próprio irmão. Eles não tocaram esta, mas oiçam-na, porque sim.

E assim se passou mais um GAR e nós saímos de coração cheio.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Day Two - "Abrenúncio Satanás!"

Pois é, o título é retirado da canção Encontrei um Pensamento, mas a exclamação é dirigida às três bandas que se seguiram.

Mas começando pelo princípio, só conhecia esta canção d'A Presença das Formigas, e gostava bastante, mas uma canção é só uma canção e uma banda ao vivo pode deixar muito a desejar em relação à gravação... Mas não restaram dúvidas, os tipos são óptimos! A Teresa Campos tem uma voz muito bonita, as músicas são divertidas e as letras muito boas. E eu sei que não sou especialista, mas pareceu-me que são todos grandes músicos. Claro que comprei o CD (Ciclorama). A única sugestão que lhes faria seria talvez que aproveitassem mais o visual - por exemplo, na Sátira a Leanor até podiam vestir qualquer coisa mais medieval/renascentista e propositadamente folclórica.


Sigaram-se os Calomito, banda italiana, com o baterista logo a abrir muito simpático a largar o Ciao! divertido. Até aqui muito bem. O pior foi quando começaram a tocar. Eu sou suspeita, porque, como me vim a aperceber, não gosto mesmo nada deste estilo do progressivo sinfónico a tender para o sombrio. Para mim, foram aborrecidos. Aliás, bastava olhar para o próprio violinista (um tipo parecido com o Emile, o irmão do Remy no Ratatouille) para ver que também ele estava aborrecido com a música.



No intervalo, dirigimo-nos ao bar, onde vimos o Dave Lambert sozinho a beber uma cerveja. Não perdemos a oportunidade de ir lá falar com ele. Foi super simpático, apesar de estar meio zonzo - eles tinham acabado de dar um concerto no dia anterior em Londres... O P. lá lhe perguntou imensas coisas e depois quando tocou a corneta para os Änglagard eu tive a infeliz ideia de dizer que tínhamos de ir andando... Mais tarde vim a arrepender-me, porque os Änglagard são outros que tocam só notas frias e têm aquele ar meio pseudo.

Fomos jantar na tasca do costume, uma sopa que já tinha sido reservada no dia anterior e uns hamburgers. E depois voltámos para mais uma estopada de tipos a tocar rock de pauta (???!!!), sempre dentro daquele ambiente sombrio e gelado (Univers Zéro). O P. até ficou maldisposto...

Não sou obviamente contra virem bandas deste género ao GAR, até porque há muitos fãs, achei apenas estranho o facto do dia ser tão pouco variado - nunca tinha visto um dia do GAR tão "monotema". Mas foi bom ouvir os Portugueses e saber que às vezes os artistas também conseguem ver o nosso sorriso por entre as luzes da ribalta.