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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Metro, uma viagem (ao) surreal


“Inquérito de satisfação do cliente” piscam os ecrãs do metro. *Blink* *blink* *blink* “Até 28 Out. Participe, a sua opinião é importante!”

O cenário repete-se, dia após dia. Nos dias em que há perturbações nas linhas e correm avisos nos ecrãs nos intervalos. Nos dias em que há perturbações nas linhas e NÃO correm avisos nos ecrãs nos intervalos. Nos dias em que passa um metro a abarrotar deixando pessoas no cais e o seguinte ainda demora 5 minutos, em plena hora de ponta. O ecrã continua a piscar insistentemente, “Inquérito de satisfação do cliente”.

Tendo já escrito no livro de reclamações do metro e sendo queixosa assídua, não podia não participar no inquérito. Mas como fazê-lo? Os ecrãs piscam incessantemente, mas não dão mais qualquer informação. Fui ao site. O cenário repete-se. Para além do prazo em que o inquérito decorre, e da tónica na importância da participação de todos, a informação não existe. Escrevi então um e-mail, em que colocava a seguinte questão: “Como posso participar no inquérito de satisfação do cliente que está a decorrer?” A resposta foi rápida!

“Exma. Senhora

Informamos que o inquérito de satisfação é feito apenas presencialmente nas estações da rede de Metro, não sendo possível efetuar o mesmo on line, nem é possível indicar onde estão presentes, uma vez deslocarem-se pela rede a fim de abordarem os clientes.”

Apesar de não ter nunca mencionado qualquer desejo de responder ao inquérito online, perdoa-se essa menção por parte da funcionária do metro, já que vivemos na era dos millennials, que não sabem que existe um mundo para além do online. A segunda parte da frase, para além de ser completamente macarrónica, revelou-me o que já suspeitava.

Depois disto, ainda me dirigi a um guichet para fazer novamente a pergunta, mas a resposta da senhora foi parecida: o inquérito não tinha nada a ver com o metro, estava a ser feito por uma empresa independente e, por isso, não me conseguia dar mais informações.

Temos, portanto, um inquérito fantasma. E a mensagem a piscar, *blink* *blink* *blink*, e, agora, de certeza, definitivamente, com um sorriso trocista “Participe, a sua opinião é importante!” Quase que conseguia ver as letras seguintes: "Muahahahah". 

Eu gostava de participar, por isso deixo aqui o meu apelo à Nielsen: desloquem-se pela rede e abordem-me, por favor! 

Infelizmente suspeito que a empresa anda a fazer os inquéritos às 11:00 ou às 15:00 a turistas felizes com a vida e em estações de pouco movimento como Carnide ou Cabo Ruivo. Se calhar até andam por Arroios a fazer o inquérito aos senhores das obras. Não acredito que seja uma mera coincidência ainda não ter visto NENHUMA pessoa a fazer o inquérito, tendo em conta que utilizo o metro todos os dias, uso várias estações de metro por dia, de manhã, à tarde e, por vezes, à hora de almoço ou a outras horas estranhas tipo 11:40 ou 15:30. Quando entro e saio estou sempre a olhar em volta a ver se encontro esses seres míticos que são os senhores dos inquéritos, mas até hoje ainda não consegui comprovar a sua existência.

Se alguém alguma vez vir uma destas criaturas raras, aproxime-se devagar, pé-ante-pé, e aborde-a com delicadeza e suavidade, não vá o sujeito em questão fugir apavorado. E se tiverem este encontro imediato de terceiro grau, não se esqueçam de o relatar!

Metro: sempre a somar pontos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Lika somebody?

Nesta conversa, A stands for "random guy parecido com o tipo com ar mais apalermado do Top Gear" e B stands for "Eu". O cenário é uma estação de metro. Eu sento-me ao lado do tal senhor, com uma cadeira de intervalo.

A: Posso fazer uma pergunta? (ou colocar uma questão, não me lembro das palavras precisas)
B: ...Sim...
A: Consegue ler nos transportes públicos?
B: Bem, depende, no metro consigo, no autocarro não.
A: Mas consegue ler a sério? Consegue concentrar-se?
B: Ah, concentrar-me...! Sim, claro, perfeitamente.
A: Eu não consigo. Bem, boa leitura.
B: Obrigada.
(Entretanto senta-se uma mulher entre nós os dois. Depois chega o metro, entramos, e ficamos lado a lado - eu a tentar continuar o livro que estava a ler, eis senão quando...)
A: A questão que eu ponho é a seguinte - para uma pessoa que escreve livros, as pessoas estarem a ler o livro assim no meio da confusão dos transportes públicos...
B (já com um sorriso amarelo): Pois, depende da capacidade de concentração de cada um...
A: É que eu, para ler um livro, preciso de estar num sítio calmo - não interessa se é o campo, a cama,... Mas vocês, jovens, lá sabem....!
B: ...
A: Ou então sou eu que não sei ler.
B: ...
A: Que é muito provável.
B: ...

E depois saí na minha estação.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ii

Os jornais grátis começaram a conter propaganda. Primeiro subrepticiamente, depois subtilmente, mais tarde abertamente, e, por fim, escandalosamente. Mas tudo isto demorou anos e por essa altura já não havia ninguém para se escandalizar. As mentes das pessoas estavam politizadas e prontas para a guerra.

domingo, 25 de abril de 2010

D. E. Eldridge

Tentou roubar todo o tempo que pôde. Mesmo assim não foi suficiente. A onda gigante erguia-se ameaçadora acima de todas as pequenas cabeças assustadas. Corações bateram à velocidade da luz, membros ficaram petrificados. A onda abateu-se como chumbo sobre a multidão estupefacta.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Phil, Philly

Plamer Eldrich -------------- D. E. Eldridge?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Eu deixei de ser eu para passar a ser apenas um reflexo no espelho. Alguma coisa tinha de acontecer, mas eu não fiquei para ver. Fugi.

Um pouco como com a cena do cabide, aqueles eternos segundos em que o universo é-te exposto em carne viva, e tu percebes tudo, mas esqueces no momento seguinte.

Anamnesia, é preciso.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Got ya

Ontem houve uma trégua no mau tempo.

Mas hoje foi do género: "Ah ah ah ah ah! Pensavam que o bom tempo já aí vinha!"

E de repente vieram-me à mente as palavras da Úrsula na Pequena Sereia da Disney:

"Eu sou a Rainha dos Mares! As ondas obedecem aos meus caprichos!"

(leia-se: "Eu sou á Ráinha dos Márés! Ás ondas obédécem aos meus cáprichos!")

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

As falhas de electricidade tornaram-se cada vez mais frequentes. Primeiro, de dois em dois meses. Depois, mensais. Semanais. E agora diárias.

Claro que se passaram anos até que chegássemos a esta situação. Poucos foram os que se aperceberam. As novas gerações iam aparecendo e as falhas na electricidade tornaram-se tão banais como o pôr-do-sol.

E o que se faz quando não se tem electricidade, quando não se tem luz, televisão, internet,… Dorme-se. E as pessoas começaram a dormir mais e a acordar com mais energia. E a produtividade aumentou. E o país tornou-se mais rico.

domingo, 15 de novembro de 2009

e agora vão pensar num sítio onde são felizes...

quando eu era pequenino, quando eu era pequenino

...pode ser um sítio físico ou não...

acabado de nascer, acabado de nascer

...aproveitem a boa energia desse sítio...

ainda mal abria os olhos, ainda mal abria os olhos

...
e agora regressem, e tragam essa energia convosco.

já eram para te ver, já eram para te ver

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lenghty SQL server queries will consume your CPU


Era um bom título para uma canção. Uma canção sobre queries de SQL. É possível que ainda ninguém se tenha lembrado disso.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vendetta

Imaginei um prédio em que os apartamentos se deslocavam harmoniosamente de maneira a que vizinhos de cima passassem a ser vizinhos de baixo, vizinhos de baixo se tornassem vizinhos do lado e vizinhos do lado, vizinhos de cima.

E quando chegasse a vez do nosso vizinho de cima ser nosso vizinho de baixo, AH!, aí é que ele ia ver como elas mordiam!

E tal


Mais uma vez encontrei-me numa estação de metro com plataformas desfasadas. Mas desta vez, estava na plataforma mais antiga. Na Avenida, eram 18:15 do meu lado, 18:16 do outro. O que podia fazer com aquele minuto a mais, qual dádiva do céu? Não tive tempo de descobrir, porque quando chegou o metro, o relógio passou das 18:15 para as 18:17, sem nunca passar pelos 16.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cérebro afectado

Há quem não goste de Travian.

Eu agora até acho estranho quando vejo que na barra inferior do sql analyzer os segundos aumentam em vez de diminuirem.

Ah, se isto se compara ao trabalho...!

Hoje comecei o dia cedo. Voltei para a piscina, tinham outra vez apenas duas pistas para utilização livre, e eu escolhi a lenta. Mesmo havendo 3 pistas escolheria a lenta. Ainda nadei um bocado bruços, mas rapidamente me virei de costas como um peixe irrequieto. Hoje toquei em mais pessoas do que o normal e apercebi-me que as minhas unhas estão um bocadinho grandes demais (uma coisa inédita numa pianista!!).
Descobri também que, afinal, a grande carecada não apressou o processo de secagem do meu cabelo... Mas pelo menos gasto menos champô e amaciador.
Já na estação da cidade universitária, eu numa plataforma, 09:00 e na outra plataforma 08:59. Ainda pensei em passar para a outra plataforma tropeçando nos carris, para recuperar esse minuto perdido, mas já se ouvia o barulho das carruagens a aproximar-se.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Obrigações

Andam a fazer obras algures num piso acima do nosso, lá no trabalho. Hoje, às 18h07, lá começaram eles. Desta vez, deviam estar para lá a abrir buracos ou a fazer furos, eram um Vrrrr sem fim. Veio-me à cabeça a imagem de uma varinha mágica. Sabem aquele barulho, quando passamos alguma coisa com a varinha mágica, passas um bocado, páras, passas outro bocado, Vrrrrrrrrr Vrr. Vrrrrrrrrrrrrrrr Vrrr. Vrr. Vrrrrrrrrrrrrrrrr

E nada disto foi bom para aquela dor irritante do lado direito da cabeça que veio e foi hoje o dia inteiro.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Desvairada Gente


Hoje demorei uma hora a chegar a casa. Vim a pé, de metro, de autocarro, as mãos e a cara fustigadas pelo vento e pela chuva (apesar do - fracote - guarda-chuva), o nariz a fungar, mas com uma boa companhia. Um livro chamado Lisboas, de Rui Vaz de Cunha (pseudónimo) que, apesar de ter apenas lido capítulo e meio, já acho delicioso! Ainda por cima é em espanhol, e assim vou praticando para o DELE (em Maio).

Falando em pseudo-visões estranhas (ver post anterior), ia a entrar em casa, arreliada porque não encontrava o raio da chave no meio da mala, que bem a ouvia, e bem a sentia, mas lá estava presa em alguma coisa, que não saía, e pensei, Agora aparecia um vizinho e eu, Ó vizinho, se não se importa, e ele, Claro, e sacava das chaves da minha (salvo seja) casa e começava a abrir a porta e eu, caindo em mim, Mas como é que tem as chaves de minha casa, e ele desfazia-se num esgar à Joker e ouvia-se uma voz grave, GAME OVER.

Noutro tom: tenho de encontrar uma citação mesmo boa para apresentar 2ª feira à Rosario, para um dos meus colegas dissertar sobre ela (estamos a simular o exame oral do DELE). Têm sugestões?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

<>

A Alice disse-me no outro dia que estava assustada.

Às vezes tem imagens caóticas de um mundo que parece real.
Por exemplo, no outro dia, enquanto ia no autocarro, entretinha o seguinte pensamento:

Chegava ao Rato, via a colega C. a caminho do ginásio e gritava: "C.!" e, apressando o passo, tropeçava, batia com a cara no chão, partia dentes e o sangue caía-lhe queixo abaixo em abundância.

Eu disse-lhe, Alice, todos temos essas visões, de vez em quando, é não lhes fazer caso.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Double You

- Ah, as peúgas!

E era verdade!

domingo, 21 de setembro de 2008

Alice grew, and grew, and grew

Uma das primeiras coisas de que se apercebem é: a casa encolheu. Ou vocês cresceram. Comigo aconteceu assim.